segunda-feira, 10 de março de 2008

no momento em que tudo é cinza.. em que a unica coisa que te faz continuar é uma promessa que fez a um amigo..
no momento em que se sente um lixo
nao ve um futuro
é como se tivesse em um furacao.. se destruindo e nao consegue sair...
no momento de sua vida.. em que vc quer acabar com a propria... em que vc evita se olhar no espelho pq nao gosta doq ve.. e tem medo de olhar para fora dele pq tb nao gosta..
no moemnto em que o acordar só existe por obrigacao...

vem um amigo e diz que gosta de vc da maneira como vc é.. mostra que vai estar em todos os momentos contigo.. e que nao vai te deixar... vc se ve com alguem do lado.. longe fisicamente.. mas mto proxima do seu coracao... vc ve que alguem.. alguma pessoa ainda te estende a mao... no meio da escuridao.. vc sente essa mao te segurando como se falasse " vem! vamos.. eu caminho com vc.. vc vai sair dessa" " vc nao precisa mudar.. é perfeita dessa forma"

nesse momento vc consegue respirar direito e pensar que até posse ser verdade que tudo vai melhorar...
é.. uma luz.. nem que seja minuscula.. no meio da escuridao .. brilha por vc...

Obrigada Alê!
02/08/2006, 22:03 - comentários


Metade

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também.

Oswaldo Montenegro
26/07/2006, 23:17 - comentários

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