Antes eu era importante - por um tempo fui imprescindível - agora sou dispensável. Triste, muito triste... E eu a amo, claro - não se deixa de amar assim. Mas certos limites não devem ser ultrapassados. Jamais.
Perdeu-me o respeito.
De onde? Por quê?
Cansei até de perguntar onde errei, porque não errei.
Mero excesso de carinho, atenção, e compreensão.
Disse coisas que feriram? Muito provavelmente!
Mas não porque eu quis ferir - jamais quis ferir.
Mas porque me leu - ouviu - interpretou errado.
Veja só...
Tantas alianças... mas nenhuma minha.
Tantas moradas em conjunto... mas nenhuma comigo.
Tantas noites de amor ou sexo... mas jamais me envolvendo.
Tantas promessas - ah, essas eu coleciono.
Entretanto - me ama. Ou amava.
Porque me maltrata - me ataca, me entende errado, me trata como se fosse um cão.
Cão? Jamais.
Ela respeita os cães como já não me respeita mais.
O que existe de mim?
Em parte, sou alguém que ela viu um dia subindo a rua.
Quando ela fez uma escolha: ele, por mim.
O que deu dele? O que viveu com ele? O que guarda dele?
Anteontem, ontem, e hoje - foram outras escolhas.
E eu estou olhando praquela mesma rua - querendo subir, mas pensando:
Será que é ela? Ela, egoísta assim? Ela, rude comigo dessa forma?
Ela, que não vê um palmo à frente do próprio nariz?
Não é ela.
Por isso, apenas olho pra rua, e quero subir.
Contudo, algo me segura.
Até quando?
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário